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O sonho dos nossos avós e pais!

10 de maio de 2014, o dia em que revivemos a história do Corinthians e escrevemos mais uma página neste livro tão glorioso.
Alguns amigos estavam bem perto e outros espalhados pelo estádio novinho.
Andávamos pelo hall e experimentávamos de tudo: do pastel a cerveja sem álcool… As coisas tinham um gostinho especial!
Eu engoli o chiclete velho e guardei a tampa de alumínio do copo de água no bolso para não sujar o chão brilhante de mármore.
Nas arquibancadas, acredito que todo mundo olhava em volta e procurava o “seu lugar”, não o marcado no ingresso (ou no voucher rs), mas o lugar de coração. Aquele que poderia substituir o que por muitos anos foi tradicional no Pacaembu!
Os olhos brilhavam, o coração batia rápido e os arrepios eram visto claramente na pele de cada um.
Nada mais importava.
Estávamos realizando um sonho. O sonho dos nossos avós e pais, de toda uma nação de Corinthianos, maloqueiros e sofredores.
Obrigada Deus por nos permitir este dia!

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O Corinthians e meu 1 ano sem chocolate!

No dia 27 de junho de 2012, acordei às 5h da manhã, e queria de qualquer jeito ir a Buenos Aires ver o Corinthians.
Convenci o Peruche, arrumamos as malas e corremos para o aeroporto.
Não tinha vaga no único voo que nos levaria a tempo para a Bombonera. Então fiz a primeira promessa: três meses sem chocolate, se Deus nos ajudasse.
Nos últimos minutos antes do embarque, conseguimos. Chorei a viagem toda de alegria e estiquei a promessa para seis meses em agradecimento.
Com essa etapa resolvida, veio a segunda preocupação (pra não chamar de desespero): eu NÃO tinha ingresso. E isso seria ainda mais difícil de resolver do que o voo.
Rapidamente prometi mais seis meses sem o doce que mais amo por um jeitinho de entrar no estádio.
O resultado todo mundo já sabe: vi um dos jogos mais emocionantes da minha vida.  E com essa lembrança, passei meu um ano sem chocolate!

Buenos Aires

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Amor demais para pouco espaço!?

Vejo amigos que sempre estão presentes no Pacaembu – ou fora dele – sem ingresso… Outros que chegaram há pouco no Fiel Torcedor e conseguiram garantir presença na final da Libertadores, o jogo mais importante da história de nossas vidas Corinthianas.

Mas brigar um com o outro, agora, discutindo quem é mais ou menos torcedor, não adianta!

A culpa não é de quem conseguiu ou não. É do critério adotado pelo Corinthians.

O caos virtual de hoje é a fila de antigamente. Ganhava quem podia estar lá. Agora, vence a melhor internet.
(Só para esclarecer, acho isso ótimo porque nunca podia acordar na porta da bilheteria)

Particularmente, sou a favor de privilegiar os mais assíduos, ainda mais neste dia tão importante.
Nada mais justo que premiar quem esteve lá mais vezes, fosse contra quem fosse.

Não julgo o número de jogos de ninguém. Cada um tem suas razões, rotinas e verba para dedicar a ida ao estádio.

Isso não faz de ninguém mais ou menos Corinthiano. Mas reflete um hábito, uma característica de torcer, que é estar presente.

E por isso penso que esse torcedor deveria ter mais possibilidades de “entrar na fila do ingresso” que os demais.

Mas é só o que penso.
O Corinthians podia pensar também…

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Desabafo de um Corinthiano!

Acordei na terça-feira, pós-título do Corinthians, com o SMS de um amigo dizendo que precisava falar – e que eu teria que escutá-lo!

Ouvi atenta e me comovi, principalmente, com a parte que ele não conta neste post… A parte em que, antes de correr para casa, para assistir ao evento de entrega da nossa taça, estava em um velório.

Lá, tanto o colega dele, como o do salão ao lado, seriam enterrados com a Camisa do Corinthians, PENTACAMPEÃO!

O amigo em questão não é muito adepto de internet, blog e redes sociais… No entanto, encerrou a ligação dizendo que escreveria um texto pra colocar pra fora o que sentia.

Aqui está!
Acredito que algumas pessoas vão discordar e outras pensarão: “Também achei, mas estava empolgado demais pra pensar”.

Por Vinícius Costa, “A TAÇA QUE RESTOU AO CAMPEÃO.”
 
Poucas coisas nessa vida devem ser tão empolgantes quanto um acarajézinho quentinho naquele restaurante premiado de Uruguaiana. E aquele “Amigos do Jd. São Bento x Vida Loka da Brasilândia”, na abertura do “1º Aberto de Badminton de São Paulo”?

Tão arrepiante quanto entregar a taça a melhor equipe de futebol do País dentro de um auditório, cheio de convidados vips.

Você perdeu essa celebração? Então, ligue agora e aproveite a promoção da operadora de tv a cabo credenciada a transmitir essa festa. Algo que deveria ser público, no próximo ano, também, será festa exclusiva aos amigos assinantes.

É que agora, um dos momentos mais lindos do futebol, cumpre protocolos. Segue à risca as regras determinadas por um mestre de cerimônias. Mandou pras cucuias a festa do torcedor. E, tornou um pecador aquele personagem que, em caso de título, havia prometido atravessar o gramado de joelhos e por a mão no troféu antes de voltar pra casa, aliviado.

Na noite seguinte ao histórico quinto título do Corinthians Paulista, novamente meus olhos se encheram de lágrimas, só que de desgosto. A taça nunca foi o mais importante, mas ainda é o símbolo de uma conquista no futebol. Jamais poderia percorrer uma estrada tão esburacada como a que foi planejada pelos engenheiros da “festa” da CBF.

Luciano Huck, Corinthiano, pode ser muito competente no que faz. Mas quem é esse menino na história do Corinthians? Ele teve a honra que chamar ao palco o senhor Ricardo Teixeira para dar início ao momento mais importante daquela noite: a entrega da taça.

O presidente da CBF, que dispensa apresentações e que aparentava uma preguiça absurda, devolveu a bola ao Luciano Huck.

Nessa hora, pensei em Tupãzinho… Em 16 de dezembro de 1990 ele fez algo histórico. No lateral Giba, que também estava lá. Neto, Wilson Mano, Fabinho, Ronaldo Careca, Mauro, Ezequiel e mais um monte de gente dessa turma poderia estar no palco nesse exato momento.

Até meu amigo, que esteve em quase todos os jogos do Corinthians nessa campanha, e fez a parte dele, empurrando na arquibancada e rezando muito em casa, tem importância maior do que essa gente que estava lá. Mas não, o legal era o Luciano Huck pegar a taça e entregar nas mãos de… Ricardo Teixeira.

Um gesto e tanto, que deu uma vontade brincar de MMA com a televisão. Infelizmente, o presidente da CBF tocou na taça que será eternizada no Parque São Jorge. Mas, surpreendentemente, ele deu uma bola dentro e entregou o troféu ao Ronaldo Gordo.

Seria lindo se não fosse a transformação que a tal da tireóide tem causado nos miolos desse ex-incrível jogador de futebol. Um cara que esteve lá dentro comete crimes ao se meter com o futebol fora de um estádio. Ele poderia até dar um beijinho na taça, mas cumpriu a tradição dos boleiros, como se fosse um entregador de encomendas, virou-se e passou a taça a Andres Sanches.

Seja contra ou a favor do presidente do Corinthians, ele não jogou nenhuma partida, pô! Como é que o Gordo, que era um enviado de Deus para o futebol, me entrega a taça para um cartola? É como oferecer sorvete pra criança gripada. Ela aceita mesmo e pede mais um com duas bolas.

Minha nossa, que desgosto para um cara que ainda é ídolo pelo que fez com a bola… Mas que se mostra fracassado nessa nova profissão de “amigo de dirigentes de futebol”.

Depois dessa via crucis, finalmente a taça foi repassada aos jogadores que estavam ali ao lado, assistindo a tudo isso.

O capitão, Alessandro, foi exemplo ao se posicionar ao lado de Chicão, o capitão moral da campanha, e os dois ergueram juntos o troféu do pentacampeonato.

Fim de festa. Azar dos jogadores que não carregam aquele frasquinho com álcool em gel.

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Corinthians, meu amor!

Hoje é dia do meu maior amor. E se existe algo no mundo capaz de me dar alegria gratuita, é o CORINTHIANS! É um sentimento sem explicação!

A gente fica bravo, xinga, grita mas o amor permanece intacto, independentemente de uma vitória ou uma derrota!

Não importa se discordamos da diretoria ou dos jogadores que não dão a vida pelo time, quando o Corinthians entra em campo, nossa vida para!

Pode valer um título inédito ou ser só um amistoso, nosso coração se enche de uma euforia que só quem sente consegue entender…

Só quem é Corinthiano, que tem o frio na barriga, o calor, a emoção de amar tanto algo que não é sólido ou palpável, pode entender…

Parabéns Sport Club Corinthians Paulista, meu grande amor! Sem você eu não vivo!

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