Socorro! 10k

Acordei hoje com uma preguiça enorme de sair pra correr. Tava com medo dos 10k sem treino, das dores na canela dos últimos 8k sem treino… ODEIO-NÃO-TREINAR!

Quando vi o tamanho do Minhocão, só pensava: QUE MERDA ESTOU FAZENDO AQUI? 

Comecei a andar um pouco por desespero, queria dar meia volta, desistir e mudar todas as provas futuras de 10k para 5k (tenho DUAS ainda!) 

Mas fui correndo devagar, às vezes andando… O tempo todo olhando o pessoal que já estava voltando para encontrar o Beto Monteiro. 
E ele apareceu! Veio todo animado me animar… Vimos os corredores dos 21k se aproximar cheios de gás… *PS: Aliás, COMO PODEM CORRER TÃO RÁPIDO mesmo depois de tantos quilômetros? 👀

E perdida nos meus pensamentos malucos durante a prova, de repente me dei conta de que só faltavam 3k. 

Andei, corri, quase chorei de dor e finalmente acabei! 

Aí, como mágica, nessa hora só conseguia pensar: “NÃO É TÃO RUIM ASSIM. SÓ TREINAR!” 

Outubro tem mais 10k! 😃

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Sem título para o infinito!

E mais um ano chega ao fim.
O que foi este 2015?
Ele se esforçou muito para entrar para a história dos mais difíceis que já vivi como jornalista.
Difícil para muitos amigos e colegas de trabalho.
Duro para a política e economia do nosso país.
Ano em que a intolerância, sem máscaras, apareceu em todos os aspectos do nosso dia a dia.

Mas 2015 também entrou para minha história como um dos anos que mais aprendi.
Aprendi a superar meus limites na corrida.
Voltei para a sala de aula.
Ganhei do samba amigos para a vida.
Passei a agradecer mais pelo meu trabalho.
E valorizar pequenos momentos, daqueles que dão paz de espírito.

Então, não espero muito de 2016.
Não pretendo criar expectativas.
Meu único desejo para este “ano novo” é que seja generoso.
Generoso comigo, com minha família, amigos e com os desconhecidos.
Amém!

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A maratona da vida!

Todo dia meu despertador toca às 7h da manhã. Às 7h30 ganho uma segunda chance: “Levanta, gordinha. Hora da corrida!”. 

Na noite anterior eu planejei estar de pé cedo, tomar um belo café sem pressa, ler as agências antes de correr/caminhar e poder fazer a famigerada musculação sem as desculpas de falta de tempo, calor, frio ou qualquer empecilho. Afinal, quero emagrecer e tenho uma meta! 

O despertador toca novamente às 8h me lembrando que o café sem pressa já está ficando difícil. “Aí a roupa que preciso colocar na máquina!”. 

Mas eu planejei acordar cedo para fazer EXERCÍCIO: “Quero ser uma maratonista um dia e preciso treinar”. 

Olho o relógio e já são 8h30. “Puxa. Tá muito sol. Acho melhor deixar pra ir na academia de noite”. 

Às 8h45 sinto culpa. Não coloquei a roupa na máquina, tô sentada na sala planejando o dia. 

Reviravolta de pensamento: “Vou correr agora. O plano ontem era esse!” 

9h15 já estou trocada, novamente sentada na sala, colocando o tênis e procurando outra desculpa para a preguiça. “Será que de noite não estarei mais disposta?”

A pergunta é: por que eu faço isso todo dia? Não posso simplesmente acordar/comer/sair?

“Putaquepariu, 9h40.” É agora ou nunca. “Mas e a roupa na máquina?”

Pego dinheiro para a água, fone de ouvido, celular e rua. 

Uma sensação maravilhosa invade meu corpo. Tudo fica mais simples, acho soluções para os dramas da vida, renovo as esperanças de que vou alcançar meus objetivos de corrida (e peso) e volto para a casa com a sensação de uma batalha vencida. 

“Amo fazer exercício. Amanhã vou acordar cedinho!”

É uma batalha diária. O que me distância de ser uma maratonista não é meu peso ou a falta de fôlego. É MEU CÉREBRO. 

Mas não vou desistir. 

Não desistam! 

  

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Pare! 

Você pega a estrada e se gaba que tem “Sem Parar” para passar mais rápido que a amiga no pedágio rumo às férias. 

Vai reduzindo a velocidade, reduz mais e POW… A cancela não abre e você bate o carro naquele treco. Faz um barulhão. 

Vem o moço e diz: “Tudo certo, pode ir.” Ele aperta um botão e a mágica acontece. Você sai dirigindo meio envergonhada, pensando que pagou a mensalidade porque é débito em conta, que deve ter amassado a lataria… “Ai que vexame!”. 

Sua amiga que pagou em dinheiro te espera no acostamento com meio sorriso. 

No caminho tem mais dois pedágios. Você já para nos demais e espera o sujeito apertar o botão, querendo xingar o aparelho grudado no pára-brisa. Respira fundo. Está de férias. Sobrevive a ida. 

Uma semana depois pega a estrada já prevenida de que a cancela não abrirá. Vai bem devagar, o caminhão de trás chega muito perto, buzinando e xingando por ter que quase parar. 

Você pensa: “Não sou braçona. A cancela não abrirá e você vai engolir a buzina!”

Ela abre como se nada tivesse acontecido na ida. A vergonha toma conta de você e só pensa em correr pra bem longe daquele caminhão. “Ai que mico!”

Segundo pedágio e a dúvida toma conta: “Agora vai funcionar ou vou bater na cancela de novo?”

Você decide que é mais seguro ir devagar e a cancela não abre. Sorri por dentro. Fica orgulhosa e querendo que o caminhoneiro lá de trás estivesse te olhando na cabine do lado. “Não sou maluca, senhor. Está com problema!”

Apesar do tapa na cara do motorista desconhecido você ainda tem que descobrir porque seu “sem parar” está te parando.

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#vem2015

Finalmente 2015 está chegando. E junto dele, a renovação de toda nossa energia, esperança de um mundo melhor, de sermos melhores, de mais passeios com os amigos e a família, mais risadas, mais idas ao centro, livros lidos, mais trabalho, quilômetros corridos, mais Corinthians… Cada um com “seus mais” renovados!

O ano todo, quando bate a preguiça ou o desânimo, encontramos forças para mais uma semana, mais um mês…
Mas agora é diferente. É como se comêssemos o espinafre do Popeye e juntássemos “muque” para superar 365 dias de qualquer dificuldade que apareça.

Nossos planos ficam mais sólidos e parecem fáceis de serem colocados em prática em meio à rotina maluca.

Tudo isso porque o Ano Novo tem uma mágica de vida nova, mesmo quando amamos nossa vida “velha”!

É como se todas as pessoas no mundo estivessem com a mesma energia positiva e isso melhorasse o ar que respiramos.

Que nosso 2015 seja cheio desse “ar puro”, de oportunidades e realizações!

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O sonho dos nossos avós e pais!

10 de maio de 2014, o dia em que revivemos a história do Corinthians e escrevemos mais uma página neste livro tão glorioso.
Alguns amigos estavam bem perto e outros espalhados pelo estádio novinho.
Andávamos pelo hall e experimentávamos de tudo: do pastel a cerveja sem álcool… As coisas tinham um gostinho especial!
Eu engoli o chiclete velho e guardei a tampa de alumínio do copo de água no bolso para não sujar o chão brilhante de mármore.
Nas arquibancadas, acredito que todo mundo olhava em volta e procurava o “seu lugar”, não o marcado no ingresso (ou no voucher rs), mas o lugar de coração. Aquele que poderia substituir o que por muitos anos foi tradicional no Pacaembu!
Os olhos brilhavam, o coração batia rápido e os arrepios eram visto claramente na pele de cada um.
Nada mais importava.
Estávamos realizando um sonho. O sonho dos nossos avós e pais, de toda uma nação de Corinthianos, maloqueiros e sofredores.
Obrigada Deus por nos permitir este dia!

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Nada mudou!

Passei anos da minha vida sem comprar roupas na M.Officer por conta da gerente de uma loja em Santo André, que cobrou errado uma peça e me fez voltar pra pagar 60 reais de diferença. Na época, fui porque iam descontar do vendedor. Detalhe: eu sabia que ele estava tendo um péssimo dia porque tinha me contado que a tia havia morrido no dia anterior.
Achei que o “prejuízo” de 60 reais não deveria fazer diferença pra marca ao ponto de incomodar um cliente. Ainda mais eu, que era uma gastona-compulsiva. Minha conta beirava os mil reais, isso há uns 7 anos.
Pra piorar, na hora que estava pagando os tais 60 reais, uma outra cliente questionou o valor de uma camisa e a mesma gerente disse que o preço correto era o que ela estava dizendo e não o que estava na etiqueta. Pensei: “Onde guardaram o código de defesa do consumidor dessa loja, meu pai?”
Fui embora furiosa e prometi nunca mais entrar numa loja da marca. Avisei isso a gerente, que não se abalou.

Nesses anos todos nenhuma calça me vestiu tão bem como as da M.Officer vestia, mas me mantive firme.

Bom, hoje, cai na tentação.
Entrei na loja do Bourbon e provei um jeans. Ficou lindo mas custava quase duzentos reais. Como estou em processo de emagrecimento, fiquei pensando se valia ou não o gasto. Disse ao vendedor que ia almoçar, pensar um pouco e que depois voltava. Ele deixou a calça reservada no caixa.
Pois almocei, pensei pensei pensei e voltei decidida a comprar.
A loja estava cheia e não encontrei o vendedor simpático que me atendeu. Fui direto ao caixa e aguardei na fila.
Eis que escuto a atendente dizendo a uma cliente: “Agora não posso cancelar, você VAI TER QUE LEVAR. Já registrei.”.
Não sabia ao certo o que estava se passando mas sabia que devia sair dali porque nesses anos todos, NADA MUDOU!

Agora estou aqui, sem calça nova-e-linda-na-minha-bunda-gordinha, mas satisfeita por não dar meu suado dinheiro pra quem não respeita os clientes.

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